BBC diz que só por falar de Lula, sem provar , Palloci pode ter pena reduzida

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Palloci fez seu último depoimento a Moro sem o compromisso e juramento de dizer a verdade, mas segundo a BBC ele pode ter a pena reduzida só por esse dpoimento contra Lula


BBC, com R7

Em 19 dias, Antonio Palocci Filho completará um ano preso em Curitiba. Ele negocia há meses um acordo de delação premiada com os procuradores da força-tarefa da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Mesmo que não consiga fechar o acordo antes de uma nova sentença do juiz Sérgio Moro, o ex-ministro poderá se beneficiar de uma redução da pena, graças ao depoimento da última quarta-feira.


De ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, respectivamente, Palocci se converteu em um dos principais acusadores de seus ex-companheiros no governo. O “italiano” das planilhas da Odebrecht falou a Sérgio Moro durante cerca de duas horas na tarde de ontem, das 14h às 16h.

Palocci disse que as palestras de Lula contratadas pela Odebrecht e a reforma no sítio de Atibaia eram parte de um “pacto de sangue” e um “presente pessoal” da empreiteira, com o objetivo de comprar a boa vontade do ex-presidente. O ex-ministro diz ter tratado de todo tipo de assunto, “inclusive de temas ilícitos”, com a Odebrecht. A relação viria desde antes dos petistas chegarem ao governo federal, e remontaria à década de 1990.

Pessoas com acesso ao ex-ministro e às negociações da delação dizem que a audiência com Moro na quarta-feira ajudará Palocci a avançar no entendimento com o Ministério Público. E que o que foi revelado seria apenas “a ponta do iceberg” do que o petista pretende contar. “Tem muito mais coisa”, diz um interlocutor.

O ex-ministro já começou a formular os “anexos” de sua proposta de delação premiada. Trata-se de pequenos resumos dos temas que o delator pretende desenvolver, depois de fechado o acordo. Há informações sobre o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, sobre o sistema bancário e menções a irregularidades em medidas que beneficiaram a indústria automotiva.

Léo Pinheiro e Agenor Medeiros

Em decisões anteriores, o juiz Sérgio Moro já beneficiou réus que entregaram detalhes sobre os crimes dos quais eram acusados, mesmo que não fossem formalmente delatores. A última vez que isto ocorreu foi em 12 de julho deste ano, quando Moro condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e 6 meses de prisão pelo suposto recebimento de R$ 2,25 milhões de propina da empreiteira OAS. O pagamento teria sido por meio de reformas em um apartamento tríplex no balneário do Guarujá (SP).

“Ainda que tardia e sem o acordo de colaboração, é forçoso reconhecer que o condenado José Aldemário Pinheiro Filho [Léo Pinheiro] contribuiu, nesta ação penal, para o esclarecimento da verdade, prestando depoimento e fornecendo documentos”, escreveu Moro na sentença. A decisão permite a Pinheiro sair do regime fechado após dois anos e meio preso, já contando o tempo na cadeia antes do julgamento.

(…)

Falandoverdades

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