TJ do Rio gasta R$ 4,8 milhões de verba pública em academia só para juízes

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Saiu até no G1, da Globo, mas não vem ao caso.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde mais de 98% dos magistrados recebem vencimentos brutos acima do limite de R$ 33.763, valor do subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal, mantém, com dinheiro público, um “mimo” para seus juízes e seus dependentes: uma completa academia de ginástica, que funciona no primeiro andar da Lâmina 2 do Fórum Central.


A benesse foi denunciada pelo sindicato dos servidores – em ofício ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça, João Otávio de Noronha – informando que um convênio repassa R$ 4,8 milhões para esta atividade exclusiva.

O Sindicato publicou uma revista, com esta e outras denúncias envolvendo nepotismo, benefícios, contratos suspeitos, gastos secretos e destinação de custas judiciais  para entidades privadas, entre as quais a Mútua dos Magistrados, que mantém a academia e um corpo médico exclusivo para juízes e dependentes, também pago pelo Tribunal, além do plano de saúde  da Amil com o qual a Justiça mantém convênio.

Diante disso, a direção do Tribunal agiu imediatamente, tomando providências rápidas: desengavetou um processo arquivado desde outubro de 2016 e, em apenas um dia, expediu uma decisão saneadora: retirou a licença dos dirigentes sindicais que publicaram a denúncia!

O que caracteriza uma casta, mais que seus privilégios – afinal, nem tanto pelo serviço, pois uma academia custa menos de R$ 100 em mensalidades, o que não faria falta aos juízes – é a ideia de que merecem ser privilegiados e que não são criticáveis pelos seres humanos da “ralé”.

Mas têm, sobre nós, todos os poderes, cada vez menos limitados pela lei e ampliados pela histeria moralista.

Pelo exemplo que dão, mostram que a moral  – ou a lei ? – não não é para todos.

Falandoverdades

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