Em escândalo bilionário de trens em SP, nenhum político tucano beneficiado é denunciado

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Do Eduardo Guimarães

Enquanto ficamos olhando para o deboche que tem sido Michel Temer e Aécio Neves irem escapando ilesos de denúncias com todas as provas possíveis e imagináveis para condenar alguém em qualquer tribunal do planeta, em São Paulo uma farsa criminosa afronta qualquer um que se digne a olhar.

Há vários anos que o país tem assistido à novela conhecida como escândalo dos trens paulistas. Empresas fornecedoras de bens e serviços para o Metrô de São Paulo e para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) venderam seus produtos a preços superfaturados aos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

O escândalo estourou em 2008 com o caso Alstom, uma série de denúncias de suborno envolvendo a empresa francesa Alstom e governos de vários países do mundo.


No Brasil, foi apontado o envolvimento de autoridades ligadas ao Governo do Estado de São Paulo. Tais denúncias foram veiculadas pela imprensa internacional, especialmente pelo Wall Street Journal e por Der Spiegel, a partir de 2008.

Conforme consta em documentos enviados ao Ministério da Justiça do Brasil pelo Ministério Público da Suíça, pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em suborno a autoridades do Governo do Estado de São Paulo e a políticos paulistas através de empresas offshore, ou seja, empresas criadas em paraísos fiscais, onde gozam de proteção por regras de sigilo que dificultam investigações.

Estranhamente, as investigações no exterior não geraram investigação por parte do órgão que tem por obrigação funcional fiscalizar o governo do Estado de São Paulo: o Ministério Público Estadual de São Paulo.

Em 2013, o Conselho Nacional do Ministério Público abriu o processo para apurar atraso do procurador Rodrigo De Grandis para responder a pedido de cooperação feito pela Suíça ao MP paulista, para investigar três pessoas ligadas à empresa francesa Alstom acusadas no país europeu de distribuir propina a servidores e políticos.

Surpresa: quando o caso bateu em Gilmar Mendes foi arquivado.

Segundo noticiou o jornal “Folha de S.Paulo” em outubro de 2013, o pedido, suíço feito em fevereiro de 2011 ficou parado por mais de três anos porque o procurador em tela disse ter “esquecido o processo em uma gaveta”. A Suíça ficou à espera de resposta e, como não recebia, arquivou o caso.

Após a reportagem da Folha, a cooperação com o país europeu foi retomada. Contudo, desde 2013 o Ministério Público paulista não toma qualquer providência nem contra esse caso nem contra, por exemplo, a compra de 65 trens por R$ 2 bilhões há 5 anos, sendo que, hoje, só 2 estão operando.

Para quem não sabe, Há quase quatro anos o governo de São Paulo abriu licitação para comprar 65 trens para operar nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em dois lotes. O valor total do negócio ficou em torno de R$ 2 bilhões.

Mais “surpresas”: até hoje apenas 11 trens foram entregues e somente dois estão funcionando, segundo informações do Jornal Hoje, da Globo.


Pior do que isso é que, enquanto o Ministério Público de São Paulo foca, exclusivamente, nos funcionários do metrô e da CPTM e nos empresários que fizeram negócios com essas empresas públicas, delatores da Odebrecht acusam o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra de terem recebido propina por obras NO METRÔ E NA CPTM (!!!).

O vídeo que você vai assistir a seguir aborda o assunto em maior profundidade e demonstra como todo esse tal “combate à corrupção” vendido por “pastores” do Ministério Público não passa de uma farsa, já que a instituição tem acobertado um dos maiores escândalos de corrupção deste país. Assista, abaixo, a reportagem.

Falandoverdades

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