Campanhas debatem propostas para mobilidade urbana em BH

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Expansão das ciclovias, passe-livre, calçadas acessíveis, integração modal, redução da velocidade das vias e aumento das linhas alimentadoras. Esses e outros temas relacionados à mobilidade urbana estiveram presentes no debate temático entre representantes das duas chapas que disputam a Prefeitura de Belo Horizonte, organizado pela campanha D1 Passo na noite desta segunda-feira (24) no auditório do Centro Universitário UNA. Alexandre Kalil (PHS) e João Leite (PSDB), convidados, não compareceram por causa de outros compromissos.

Diferente dos ataques pessoais vistos nos encontros entre os dois candidatos, o debate entre Paulo Lamac, candidato a vice na chapa de Kalil, e Luiza Barreto, coordenadora do plano de governo da candidatura tucana centrou-se na discussão de propostas e, apesar das polêmicas acerca dos temas, verificou-se tom consensual em muitas das perguntas, o que inclusive gerou críticas de representantes dos movimentos que integram o D1 Passo (BH em Ciclo, Bike Anjo, Nossa BH e Tarifa Zero é Mais).

Tema relevante para a questão da mobilidade, a priorização do transporte coletivo em relação ao privado foi considerada fundamental por ambos. Mas, para isso, os representantes concordam que se faz necessário considerar alguns fatores, como custo, tempo de deslocamento, conforto e integração entre modais. “É um desafio: estimular as pessoas que têm carro a deixá-lo em casa para usar o transporte público”, disse Lamac. Luiza Barreto concordou com a colocação: “se o usuário não tiver percepção de ganho, não vai trocar o tipo de transporte”.

Sobre passe-livre para os estudantes, Lamac disse que é uma medida viável, uma vez que o impacto da meia-tarifa para estudantes de baixa renda da escolas públicas teve impacto inferior ao estimado. “Há total viabilidade econômica para implantação do passe-livre para todos os estudantes”, disse.

Barreto, por sua vez, ressaltou que a proposta não foi estudada pela campanha e que, portanto, não assumiria tal compromisso. “É algo que depende de disponibilidade orçamentária e subsídios da PBH”, disse. Segundo ela, uma proposta é  criação do cartão BHBUS ilimitado, no qual o usuário paga certo valor para usar o ônibus sem restrição do número de viagens.

Uma polêmica do debate foi a construção de linhas do metrô e do veículo leve sobre trilhos (VLT). As duas campanhas concordam que a PBH deve tentar buscar recursos no governo federal para arcar custos da obra. Mas a campanha de Kalil, no tom de que precisa melhorar os serviços em vez de fazer gastos exorbitantes, se mostra mais “cética” quanto à implantação de tais obras. “Colocamos no plano de governo o compromisso de buscar recursos”, diz Luiza. Lamas, por sua vez, disse que “não há realidade para conseguir tais recursos” devido aos impactos da crise econômica nos cofres públicos.

Os eixos que compõem a campanha são: 1) a prioridade é de quem estiver a pé, de bicicleta ou de ônibus; 2) andar de ônibus pode ser rápido, barato e confortável para todas as pessoas; 3) transporte de cargas também é mobilidade urbana; 4) carros e motos: quanto menos em circulação, melhor para a cidade; 5) recursos públicos precisam ser investidos para promover a mobilidade urbana sustentável; e 6) a educação para a mobilidade é o caminho para melhorar a convivência na cidade.

O jornal O TEMPO foi parceiro da campanha no debate.


Portal O Tempo – Política

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